Um texto para a vida!!!
Em alguma fase de nossa vida passamos por algo parecido com esse texto, e a cada desapego, uma nova vida, uma nova licao.
Recebi da Ana Celia, leitora do blog, e quero compartilhar com voces!!!
Ana, muito obrigada, que Deus a abencoe sempre!!!
VENDE-SE TUDO
Por Martha Medeiros
No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida. Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil,trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes.O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi.
Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto.
Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma .
No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.
Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material.
Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida.
Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha,que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio.Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa. Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde.
Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.
… e se só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir, é melhor refletir e começar a trabalhar o DESAPEGO JÁ !
Beijos e fiquem com Deus














Lindo texto, Barbara. Quando voltei do Egito também cheguei com poucas coisas, até porque a cia aérea só permitia 20 quilos de bagagem para mim, e mais 20 para o Mostafa. (detalhe que eu tinha ido com duas malas de 32 quilos). Fiz uma grande festa de distribuição de roupas e coisas que não tinha como levar. Nem mesmo alguns presentes de casamento pude trazer, quadros e outras coisas como lençóis e toalhas.
Mas não senti dor nem mesmo em distribuir uns 15 potes de creme que eu tinha trazido do Brasil, mas que não caberiam na mala.
E foi assim, aqui juntamos outros cacarecos e montamos a casa de novo, e no fim o que vale mesmo é a experiência de se estar em outro lugar. Coisas fantásticas ficam na nossa memória e nem tinha parado para pensar nas coisas materiais que deixei pra trás, até ler este texto. Mas vale a pena toda mudança!
Beijos
barbara
quando eu mudei do Brasil para a Suécia trouxe as coisas pessoais. quando mudei da Suécia para o Brasil levamos muita coisa:48 caixas enormes com móveis, etc.
Ao retornarmos do Brasil para a Suécia, trouxemos pouquissimas coisas se comparado às vezes anteriores.
Creio que nos últimos anos evoluímos e nos desfazemos do apego exagerado às coisas materiais.
Quanto ao meu post, Bárbara, não estava relacionado aos amigos e sim àqueles que APENAS USAM OS BLOGS ALHEIOS …ABUSANDO. O QUE DISCORDO. E SEI QUE BLOGAR É E DEVE SER O PRAZER. PENA QUE MUTIA GENTE FAZ DE UM LINK UM TRAMPOLIM. E SE ESQUECEM DE AVISAR AOS DEMAIS.
Eu visito quem quero,tbm. Mas discordo de quem linka , se aproxima e depois desaparece. SE RETIRAMOS O LINK ACHAM RUIM.
BKJS E DIAS FELIZES
Desapegar-se das coisas materiais é bem mais fácil do que parece!
Quando vim de mudança de São Paulo para Dubai, me desfiz de quase tudo que tinha. Todas as minhas roupas, livros, sapatos, tudo mesmo, coube em uma mala de pouco mais de 20 kg…
Eu sempre faço uma “limpa”aqui em casa, no armário, nas gavetas, para me livrar de tudo que é supérfluo. Isso dá uma leveza!
Nossa que texto profundo e sabe de uma coisa, já estou começando a agir assim também na minha vida. Vale a pena e a gente fica mesmo muito mais leve.
Ah, Barbrinha, tem um coelhinho lá no meu blog que lembrou-me você e suas trapalhadas, dá uma espiada lá. rsss
beijos cariocas
PERFEITO…
Pois é, eu também deixei tudo para trás quando mudei, até minha casa( a pessoa que comprou foi gentil em me deixar lá até nós viajarmos) eu vendi e, wallahi nem me arrrependo, eu e minha filha nos desfazemos de tudo, uns vendi….outros dei….comecei pela minha mesa….menina como as pessoas gostam de mesa…tds que iam lá perguntavam logo pela mesa, mas quem chegou primeiro levou!
Bjs amore!!
Ola. Meu nome eh Renata e nao nos conhecemos. Vi o nome do teu post em um blog de uma amiga e entrei por curiosidade.
Amei sua mensagem…
Tambem ja passei por uma situacao semelhante quando deixei o Brasil pra vir morar nos Estados Unidos.
Vendi tudo (nao tinha muito, mas o pouco que tinha), vim com minhas roupas e pouco + de 100 dollares.
Hoje, depois de 9 anos, e muitos ganhos materiais e espirituais percebi que minha maior riqueza eh minha familia (a que construi aqui e aque deixei no Brasil) e nada mais eh importante.
Confesso que as vezes ainda me pego em emboscadas materialistas… mas ai… Deus coloca um texto desses (como o seu) no meu caminho…
…e rapidinho, tudo volta ao normal../
parabens pelo texto!
Bj gde
Renata de Boston
Me visite no meu blog:
http://www.wilsonfamily08.blogspot.com
Oi Barbrinha!
Lindo esse texto!
Lindo tb a sua nova ft, mas vc nao deve sentir um calor q só viu! hehehe
bjos
Barbrinha, vim aqui pelo recado da Renata. Nao sei o que ta acontecendo com o comment do meu blog. Alias, nem sei ver qual o problema. Desculpa eu nao ter vindo antes, meu lap top quebrou, to teclando da biblioteca. Eh horrivel ficar sem net, to rezando p conseguirmos arrumar logo.
Assim q conseguir eu tento ver o q tem de errado nos comentarios ta.
Voce lembra o que acontece quando voce tentar comentar? Aparece alguma mensagem?
Assim q der eu vejo isso. Beijosssss e obrigada pelas visitas viu.
E eu, como CONSUMISTA mas não adoradora dos bens de consumo, ainda complemento seu texto PERFEITO com uma frase que ADORO. ” O prazer que sinto quando compro algo, tem a mesma dimensão do alívio que sinto quando me desfaço de alguma coisa. Isto prova a paixão e o desprezo que sinto pelas coisas materiais.” um cheiro.
Olá, sempre visito seu blog, nunca consegui comentar, espero que seja essa vez, adorei o texto, adoro seu cantinho as histórias, tuuudo, te admiro, não me vejo e olha que já sonhei em ir morar por essas bandas.bjuuuuuuuuuu enorme,se quiser visitar meu blog: http://saltoaltorosa.blogspot.com bju no coração e fica com Deus.
Adorei! Bens materias vem e vao. Vim so com roupas pros US, e quando nos mudamos de estado meu marido e eu vendemos absolutamente tudo (viemos com roupas tbm). Isso a gente recupera. O mais importante sao as experiencias que passamos pela nossa vida. Beijao!!!
Ainda nao tive uma experiencia dessa de ter q me disfazer de tudu que tenhu ate porque eu nem tenhu nada ainda kkkkk é tudu dos meus pais hehehe. Mas se eu tivesse q fazer issu eu faria sem o menor problema afinal o q nos desfazemos hj com um pokinhu de esforço recuperamos bem melhor depois ne XD queremos sempre um melhor do q aquele que ja tinhamos issu nao é ser ambiciosa é saber progredir, mas nao se apegar demasiadamente aquilo que temos tambem é muito importante, afinal nao levaremos nada embora quando nos formos desse mundo.
Equilibrio é sempre bom em qualquer area da nossa vida ne saber lidar com as situações tambem mais pra sabermos muitas vezes é preciso pratica e com a pratica as experiencias XD
amei esse texto!!! Isso é mesmo verdade!!!Bjkassss E pode morde sim mas só um pouquinho rsrsrsrs!!!!!
Adorei o texto! Ainda estou trabalhando esta questão dp desapego. Mas pouco a pouco estou deixando isto pra atras. Grande abraço.
Barbrinha,
Este texto é perfeito. Eu já me desfiz de tudo por 3x na minha vida. Na primeira dói um pouco, mas depois, aprendemos que os bens materiais se vão, mas as lembranças são os nossos bens mais valiosos.
Carrego comigo agora só o que é necessário. Com o tempo, aprendemos a discernir entre futilidade e necessidade. E assim a vida se torna muito mais leve e simples. Bjs!