Mãe 24 horas!
Senti bastante a diferenca entre ser dona de casa num pais arabe e ser dona de casa no Brasil.
Em um pais arabe, a maioria das mulheres nao trabalha. Eh normal cuidar da casa, da família e de você.
Já aqui no Brasil, mulher que não trabalha fora é raro.
Eh muito mais facil ser mãe 24 horas nas Arabias que aqui.
A cobranca é grande, a disputa, muitas vezes é desigual.
As pessoas te olham como se você nao tivesse outra capacidade a nao ser a de lavar louca e trocar fraldas. Como se fosse tivesse parado no tempo, nao conseguisse conversar sobre outros assuntos a nao ser papinhas e suquinhos. Algumas chegam a te achar folgada, aproveitadora, etc, etc, etc…
O comum aqui é deixar o filho o dia inteiro em uma escola, ou com uma babá e sair pra ganhar o mundo.
Não interessa se seu filho está bem, se passou a noite com o nariz congestionado, se ainda não fala, não anda, tem 4 ou 6 meses. O importante é ser profissional, é reencontrar a “mulher” perdida no monte de fraldas sujas.
Em momento algum estou falando isso das mulheres que REALMENTE precisam trabalhar, aquelas em que o salario no final do mes faz uma grande diferenca no orcamento.
Estou falando daquelas mulheres que para se sentir mais feminina, mais atraente, respeitada pelo marido e pela sociedade, precisam subir no salto e cuidar de si e assim pagar alguem para cuidar da sua casa e da familia.
Entendo tambem que aqui é um pouco dificil para alguns homens compreenderem o que se passa com uma mulher que “opta” por cuidar do filho.
O mundo em que ele vive eh cercado de grandes profissionais, mulheres de titulos, todas bem arrumadas, alinhadas, prontas para encarar qualquer desafio profissional, conversas intelectuais, disponibilidade 24 horas pro trabalho, etc, etc, etc… Quando chega em casa encontra uma mulher que muitas vezes esta cansada, pois o filho pintou o sete naquele dia, nao conseguiu terminar o jantar, muito menos tomar banho, se aprumar pra chegada do marido entao, eh algo raro.
A volta pra casa pode nao ser a mais desejada. De um lado aquela que tem a mesa uma mulher falando do seu dia de trabalho, dos contatos profissionais, desafios e metas. Contra aquela que a unica meta e dasafio do dia foi fazer o filho dormir a tarde para descansar um pouco, ou para cuidar da casa.
Enquanto uma fala de mercado de trabalho, a outra fala do mercado da esquina que nao tinha a marca de sabao em po que ela gosta de usar. Enquanto uma fala na troca horario para aquele mes, a outra passou o dia trocando fraldas.
Eh uma luta injusta?
Depende do que voce espera do futuro.
Resolvi dar esse tempo na minha carreira para cuidar exclusivamente da minha familia. Meu filho precisa muito ainda de mim.
O resultado do que faco nao pode ser visto por agora, mas tenho certeza que num futuro nao tao distante disso eu possa ver como realmente valeu a pena.
Um homem forte, saudavel, honesto, decidido, seguro, religioso, lutador, focado, educado eh o melhor presente, eh a melhor meta alcancada pela profissional: Mae 24 horas!
Retomar a carreira sera muito mais facil e prazeroso. Logico que sera preciso me reciclar, para poder voltar de onde parei, mas o sentimento de ter um papel sendo cumprido, deixara meu coracao mais leves e a luta para o retorno com um sabor especial.
Esse post nao eh um critica a nenhuma das escolhas, somente pensamentos meus soltos por ai.















Você está totalmente certa. Decidi ter só um filho por que ele já foi criado com babá, escola em tempo integral, mãe doida no final da noite …é muito triste olhar pra trás e não lembrar de coisas de quando ele era bebê. O problema de tudo é o dinheiro, depois que você o tem, acaba gostando e sabe que não precisa pedir ao seu marido, pensa muito antes de abrir mão disso. Pensando nisso, gostaría de ter nascido no Egito.
Beijos
Sempre trabalhei para o meu crescimento como pessoa que produz e colhe resultados. Se eu nem sempre estava lá para trocar as fraldas ou dar uma mamadeira, nunca me senti culpada porque mesmo trabalhando meus dois filhos sempre souberam que podiam contar comigo sempre, o meu apoio era e ainda é presente na vida deles incondicionalmente. O resultado disso são duas pessoas de 25 e 27 anos, independentes, verdadeiras, trabalhadoras e de bem com a vida. Eles só somaram na minha vida, hoje eu nada tenho para cobrar deles, e ainda eles me tem como exemplo de realização! As escolhas são nossas… cada um a com sua cultura e seus objetivos!
Um abraço!
Adorei o seu texto Barbrinha, essa foi a minha escolha também, larguei tudo para cuidar da minha filha, quero logo ter outro bebê e cuidarei dos dois até que estejam grandinhos e saibam pelo menos falar bem para então voltar ao trabalho e deixá-los na escolinha! Foi essa a minha escolha, cuidar dos filhos e da minha família…e um dia voltar a trabalhar, não é fácil mesmo, a cobrança é grande, e várias pessoas deixam nas entre linhas a idéia de que você está é tendo aquela vida de madame, sendo sustentada pelo marido! Gente, quem ja teve seu dinheirinho um dia, sabe como não é mole depender do marido, quem já cuidou de uma casa sabe que não é vida de madame ficar limpando chão todo dia, quem tem crianças, sabe o trabalho que dão… e optei por isso agora, optei cuidar eu mesma da minha filha! não tem preço presenciar cada descoberta dela, cada tudo… hehe
Amo ser mãe 24h….
beijos
Barbrinha, acho que seu texto é interessante nos dias de hoje, mas não deixe ninguém primeiro te julgar por suas escolhas, segundo, misturar a relação de ser mãe com não ser bem sucedida.
Nos países árabes, como o Egito, as meninas já são adolescentes e pensam em se casar só pra ter filhos logo, elas mal arrumaram a casa e já estão grávidas, eles acreditam que isso que dá a liga a um casal, pois a maioria casa sem mal se conhecer de verdade.
Acho que a gente tem mais escolhas neste ponto, vc não precisou de um filho para ser feliz no casamento, assim como eu tenho 4 anos de casada e acho que ainda não é minha hora, ainda estou com 26 anos, mas se vc está num país árabe as pessoas não entendem esse tipo de decisão. Mas mesmo no Egito existem exceções, claro ehehe minah sogra mesmo sempre trabalhou, e ela sempre me conta como foi difícil deixar o Mostafa aos seis meses no berçário, lá algumas mulheres tem a mesma rotina, nem só por falta de dinheiro, pq naquela época meu sogro era vivo e trabalhava bem, mas por escolha também de não deixar o emprego.
Já sobre ser mãe, eu admiro muito esta entrega ao ato, se mais mães pudessem ser assim, garanto que nosso país teria pessoas mais educadas, com amor ao próximo, respeito, pois isso se começa de casa, não adianta nada largar a criança numa escolinha ou com babá e não usar o tempo que tem para ser mãe de verdade, deixar os problemas para depois.
Hoje em dia acho que temos muitas facilidades pra ser mãe, eu se quiser trabalhar poderei deixar meu filho numa escola que julgue apropriada, mas como disse antes, isso não exime minhas responsabilidades de mãe!! O que acontece é que muitos pais suprem sua ausência com falta de controle, mimam as crianças, e claro que elas crescem sem referência.
E sobre quem pode e quer ficar em casa, acho louvável, pois é um trabalho mto mais pesado e sem o ‘glamour’, como vc disse, e muita gente ao invés de valorizar acha que é algo ruim e critica.
ainda não sei o que vou fazer qdo tiver o meu
eheheh
bjs
salam
Sempre trabalhei não apenas por que precisava mas porque gosto disso, recentemente tomei decisões a favor da educação do meu filho em tê lo por perto sempre em poder acompanhar cada fase, no começo é difícil não vou negar até as pessoas te olham diferente.Mas não ligo , como vc disse a recompensa em construir uma pessoa feliz, amada, lutadora é o maior presente que se pode ter. vc está certissíma , eu tbm gostaria de ter nascido no Egito..rsrsrs.
bjs
o minha amiga, este post tb é meu… posso? rs rs estou passando pela mesma coisa. Parei de trabalhar no 8 mes e tb estou exclusivamente dedicada a Lulu… e é tanta cobrança, tanto tudo q ja me sinto na obrigaçao de voltar ao batente affeeee como é dificillll
mas vamo que vamo, firmes na mais difícil e honrosa profissão do mundo, a de mamaes!
bjos e vc e no Kassem
Oi amiga,
Sobre tantos assuntos, sobre tantas coisas você escreveu aqui.
Seu dilema representa o de muitas que optam pela maternidade em detrimento, ainda que temporário, do profissional.
Mas o que me chamou atenção foi o fato de ser mais fácil ser “mãe 24h” nas Arabias que aqui no Brasil. E também me chamou a atenção quando voce toca o fato da “disputa” – tão comum (infelizmente) entre as mulheres.
Talvez o que torna mais difícil essa empreitada de mãe 24h no Brasil seja o olhar alheio que como vc disse “as pessoas te olham como se vc não soubesse fazer outra coisa, a não ser lavar louca etc”. Ja que, segundo sua constatação aqui não existe o conforto da coletividade, da concordância geral.
Será que isso é realmente tão importante?
Aqui desejar e escolher cuidar do filho enquanto este ainda é muito pequeno e depende exclusivamente dos cuidados maternos e deixar sua carreira para tornar o desejo uma realidade não é comum.
Desejar dar o banho, a comidinha, ver os sorrisos, os tombos, as gargalhadas é para poucas.
Eu algumas vezes me vi gaguejar quando alguém me perguntava “E o trabalho? Volta quando?”. Alias essa pergunta é sempre muito recorrente. Ninguém pergunta “Voce vai cuidar do seu filho por quanto tempo antes de deixa-lo com baba?”
Mas cuidar do filho não exclui o cuidar de si, estar atraente, bonita para o marido. Senão a injustiça a que você se refere recai para o marido, que chega em casa e encontra um bagaço humano. Rs.
O feminino não esta na carreira ou na profissão. Para ser boa profissional muitas vezes o feminino nem aparece.
Para os filhos Somos Mães. Mas também somos Apenas Mães. Em todo o paradoxo que isso comporta.
Tudo que fazemos é de absoluta importância, mas o filho não é resultado final da moldagem da mãe. Se seu filho se tornar um homem seguro, decido, seguro, muito desse mérito será dele. Como eu li numa coluna do Marcelo Tas, os pais 90% do tempo só atrapalham os filhos.
Até porque tornar o filho um homem, e no meu caso, tornar a filha uma mulher, escapa à função materna. Isso eles mesmos se farão o que podemos fazer é oferecer o melhor de nos mesmas, ajudar os filhos a trilhar um caminho que muitas vezes será árduo, oferecer o amor, a vida, a alma. Mas os sucessos ou talvez algum fracasso, é mérito exclusivamente a eles e terá muito pouco haver com as deliciosas renuncias que fizemos.
Ser mãe é ser assim. Ser tudo e ser muito pouco ao mesmo tempo.
Beijo grande ta.
Sou extremamente feliz por ter optado em ser mãe em tempo integral. Vivo com intensidade todas as fases que meu filho está passando, e isso não tem preço. Só quem é mãe sabe o quanto passa rápido cada etapa do desenvolvimentos dos pequenos.
Tenho muita sorte de ter um marido maravilhoso, que sempre me apoiou em cada decisão, ele nunca me fez nenhuma cobrança pelo fato deu não estar trabalhando. O dia em que eu decidir voltar ao mercado de trabalho será por minha escolha e não por pressão psicológica ou financeira.
Tenho consciência das coisas também, não vivo nenhuma vida de madame, pois fiz questão de dispensar a empregada, não tenho ajuda de ninguém para ajudar a cuidar do meu filho e principalmente faço muita economia.
Muitos pensam que essa vida é tranquila, pelo fato de ter alguém que sustente a casa e você, mas quem diz isso não sabe nada do que está falando, pois lavar, passar, cozinhar, cuidar da casa, do filho e do marido, não é tarefa fácil não.
Adorei!
Cada um com suas escolhas, cada cabeça uma sentença, e que todos tenhamos consciência dos frutos que iremos colher.
Beijo,
Roberta, mãe 24 horas dos gêmeos Miguel e Rute
Assalam waleykum Bah!
Amei o texto, eh isso ai!
As pessoas nos recriminam por nos dedicarmos a criacao de um filho porque os valores estao mudados, mas mal sabem que os frutos serao colhidos no futuro.
Beijos pra vc e bebejinho!
Pra variar isso é uma questão de escolha. Acredito que uma mãe sempre será a melhor pessoa para cuidar de um filho. Se ela pode fazer isso ótimo, se ela não pode…
Ninguém acha que vai morrer hoje ou amanhã e planejamos nossas vidas a longo prazo. E no longo prazo os filhos vão embora, se mandam, quando muito aparecem no natal. Normalmente a carreira pode esperar, os filhos não.
Quem andou sofrendo com isso foi a Maria Mariana do “Confissões de adolescente” Largou a carreira no auge do sucesso pra sr mãe. Até hoje é crucificada. Ela até tem um livro que fala sobre isso.
Um abraço moça e felicidades com as suas escolhas.