Uma aventura chamada Educar!
É uma honra escrever esta coluna no Portal Uma Mãe das Arábias e tratar de um assunto, ao mesmo tempo, complexo e contagiante: Educação.
Sou Márcia Golz, mãe do Gabriel Henrique de 8 anos e do Felipe Órion de quase 5 anos. Minha trajetória na educação começa em 1982, quando conheci de perto os bastidores da primeira escola de educação infantil. Ali, decidi que seria professora. Magistério, estágios, a primeira escola, Faculdade de Educação Artística, muitas assessorias, muito estudo e experiência em diversas escolas da cidade de São Paulo. Assim tracei meu caminho até aqui.
Tarefa desafiadora conversar sobre Educação. Assunto tão sério, discutido por especialistas, disputado por diferentes segmentos sociais, apresentado como o poder de transformar o mundo, mas negligenciado muitas vezes em sua viabilidade.
Missão desafiadora! Aqui estou eu.
Quero ocupar estas linhas de forma afetuosa e um tanto bem humorada, porque assim penso a educação. Curiosa, criativa, provocativa, como as crianças e os jovens com quem convivi e convivo.
A vida é um belo espaço educativo, repleto de estímulos e possibilidades, onde as experiências coletivas e individuais contam uma história de saberes, ignorâncias e muitas descobertas. A escola que eu penso, deve ser assim também. Um espaço onde o que se vive ganha olhares do lúdico ao científico, que temperam a experimentação de mundo e nos ajudam a subir degraus na consciência de quem somos.
Educar é uma experiência de transformação. Como a delicada pintura na porcelana, requer paciência e persistência, generosidade e tolerância à frustração. Assim como cozinhar, combina com criatividade e nos põe a correr riscos! É aconselhável ter coragem, tanto para mergulhar, quanto para despir-se das idéias pré concebidas, dos medos e das expectativas de controle. Costuma apaixonar quem a experimenta de verdade.
É uma aventura, até certo ponto. Traz mais perguntas do que respostas.
Acontece na vida e transborda para a escola, acontece na escola e transborda pra vida. Ninguém é o mesmo depois de vivê-la.
Então, nesta coluna convido você que tem interesse em ler o que penso sobre o tema, a participar desta aventura.
Prepare sua bagagem, não esqueça as perguntas, as opiniões, as experiências e as idéias, a caneca de café e os medos mais secretos. Aqui começa nossa jornada.
Peregrinaremos juntos por temas angustiantes, como o momento de entrar na escola e a escolha da escola ideal. Vamos perambular pelas brincadeiras da infância e adolescência e atravessar as florestas sombrias do bulliyng. Trocaremos idéias sobre a importância de uma vida escolarizada e sobre a desescolarização da vida, abordando terrenos onde muita gente tem medo de pisar.
De tudo, espero que a experiência nos leve a refletir, pensar e debater, ampliando nossos horizontes e nos deixando distantes de nossa zona de conforto, por uma atuação mais consciente.
Bons ventos!














Vivi como professor sob a égide da Educação Tecnicista nos meios primeiros cinco anos de sacerdócio. Um belo dia tive um “estalo”. Já era entusiasta do Lúdico na Educação e jogador de RPG (roleplayng game) que nada mais é do que contar estórias também. Defendi ess bandeira e apliquei em sala de aula e posso dizer o seguinte com todo respeito a Professora Sônia Rodrigues: “A Pedagogia da Imaginação” promove resultados fantásticos e o nível de desenvolvimento cognitivo, sociabilização, facilidade para aprender outros idiomas e resolver situações-problemas é em proporções bíblicas. Vivencicei isso laboratoriando em família e em minhas escolas que passei. E o que acho muito bacana: todos aprendem se divertindo. Um grande abraço Professora.
Pois é Luiz Eduardo, que experiência bonita a sua! As pessoas confundem trabalho sério com trabalho sisudo. Seriedade combina com leveza, com riso, com curiosidade, não com cara feia. Fico feliz que você esteja semeando tantas possibilidades!
Um abraço também!