Alimentando seu filho do nascimento aos três anos
O leite materno é o alimento ideal para o bebê desde o nascimento até os seis meses de idade. Suas características mudam conforme a idade e a necessidade da criança. Inicialmente, o colostro, mais gordo, com mais células de defesa e, após três semanas, o leite maduro, que varia conforme o crescimento da criança, ambiente e alimentação materna.
Ele atende perfeitamente às necessidades dos lactentes, não só pelo conjunto de nutrientes adequados, mas também por conter hormônios e outras substâncias com atividade antioxidante e imunomoduladoras. Proporciona proteção às infecções e alergias, estimula o desenvolvimento imunológico e a maturação do sistema disgestório e do neurológico. Tem ação também sobre o controle da saciedade e auto-regulação do apetite, sendo importante na prevenção da obesidade. Vários estudos mostram ampla evidência de que fatores nutricionais e metabólicos, em fases iniciais do desenvolvimento humano, têm efeito de longo prazo na programação (programming) da saúde na vida adulta. Outros estudos têm demonstrado que crianças que foram amamentadas ao seio são mais protegidas às Doenças Cardiovasculares, Dislipidemias na vida adulta. Muito importante também no estabelecimento do vínculo mãe-filho.
Na impossibilidade do aleitamento materno, deve-se utilizar fórmula infantil para lactentes (primeiro semestre ou de partida). Após o sexto mês, utiliza-se fórmula de seguimento para lactentes ou segundo semestre. O leite de vaca integral não atende às necessidades nutricionais dos lactentes, colocando-os em risco para doenças de curto prazo como anemia ferropriva, deficiência de vitaminas, zinco e ácidos graxos essenciais. A longo prazo, o excesso de proteína do leite de vaca pode levar à obesidade.
O leite materno oferece os ácidos graxos essenciais chamados de LCPUFA, que são longos e não são produzidos pelo organismo. São muito importantes para o desenvolvimento da retina e neurológico. A mãe que amamenta deve comer peixes pelo menos duas vezes na semana, pois são eles que proporcionam estes ácidos graxos.
Algumas das fórmulas para lactentes são acrescida com estes ácidos graxos.
Mais uma dica da Dra. Ana Teresa Londres, médica pediatra com especialização em Nutrologia Pediátrica pela UNIFESP, Coordenadora da Cozinha Experimental da Sociedade Paranaense de Pediatria, membro do Departamento de Nutrologia da SPP, no workshop da Nestlé sobre alimentação saudável e saborosa “Prevenção de doenças futuras com pratos saborosos”!














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