Fim de ano na escola!

E chega o momento de fechar o ano, finalizar processos e notas. Alegria por terminar um ciclo, chegar logo nas férias!

Porém, para muitas famílias esse período pode ser apreensivo,o desempenho dos filhos nem sempre acompanha a expectativa e alguns vêem a possibilidade de retenção no ano cursado, como uma assombração.

Tudo está diretamente relacionado com o que se espera da escola, da criança e de sua atuação. Eu penso que notas e resultados, são medidores e não finalidades da aprendizagem, portanto de importância relativa no processo escolar.

Crianças acompanhadas de perto o ano todo, observadas em sua aprendizagem, atendidas em suas necessidades de forma contínua e adequada, sofrem menos pressões por desempenho e podem demonstrar suas limitações e dificuldades com segurança e sem medo do olhar dos demais. Já as que sofrem pressões por performance e resultados, tendem a ficar nervosas, ansiosas e muito preocupadas com notas e com aprovação e retenção.

Surge a mágica da recuperação, criada para validar supostas lacunas e torná-las aceitáveis nos processos do aprender. Mas será?

Questiono a validade destes momentos que muitas vezes forçam uma aprovação precoce de um aluno que poderia ser beneficiado pela repetição de conteúdos e processos, caso retido naquele momento. Retenção não é punição por desempenho ruim, é chance de aprender direito o que não teve condição de aprender antes, seja por imaturidade, dificuldade de assimilação ou o motivo que se apresente.

Claro, dificuldades pontuais podem ser resolvidas por um reforço breve e retomar o passo com seu grupo classe, mas apenas se forem pontuais. Qual o valor de aprovar um aluno em notas mínimas, apenas para não perder o ano e o valor investido nele, se o estudante segue o percurso com lacunas significativas de aprendizagem, que certamente serão obstáculos no ano seguinte?

Esse é um período para a escola e a família avaliarem juntas o desempenho da criança, mas também seus investimentos e intervenções ao longo de todo o ano, para garantir a melhor condição de aprendizagem. É a hora de perceber se faltou o olhar em casa, se faltou o atendimento individualizado na escola, se faltou empenho pessoal do estudante.

Sejam quais forem os resultados, é importante traçar para o ano seguinte, um plano de ação que evite a repetição das falhas, valorize o bom desempenho e desafie a postura de estudante e a dedicação de cada uma das partes.

Não acredito em escolas unilaterais, onde professores oferecem e alunos recebem. Acredito em processos de parceria e compromisso mútuo. Investimento em auto estima, rotinas de estudo, rotinas de brincadeira e divertimento, controle de uso de internet e televisão, podem promover melhorias muito grandes na aprendizagem e na formação dos jovens.

Falta então, lembrar que alunos estão cansados e professores também. Todos merecem um período de afastamento para recarregar baterias, relaxar, viver novidades e respirar. O ano que virá, ganha muito com espíritos renovados e tranqüilos!

Bons Ventos!!

Marcia Golz

Márcia Golz, educadora e contadora de histórias, mãe de Gabriel de 8 anos e Felipe de 5 anos. marciagolz@uol.com.br www.marciagolzassessoria.blogspot.com www.fiodecontos.blogspot.com

1 Comment

  1. A educadora Márcia Golz fala sobre o fim de ano na escola, lá no Portal Uma Mãe das Arábias! http://t.co/lRd3i4tk

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marcia
Qualquer um ensina arte… a lição do monge mostra que não!

Pois esta afirmação aparece muitas vezes em conversas soltas nas minhas andanças pelo mundo! Porque será que associam a arte...

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