Educação Bilíngue e Escolas Internacionais

Hoje, vamos receber novamente a querida Fonoaudióloga e professora de inglês Fernanda Bock. Neste texto ela nos contará um pouco sobre a educação bilingue. E como ela sempre diz: enjoy!

Educação Bilingue

Olá! Como disse no texto anterior, irei dissertar sobre a Educação Bilingue em contexto Brasileiro através da minha experiência enquanto fonoaudióloga e professora de Inglês.

A escolha pela primeira escola do seu filho não é (e nunca será) tarefa simples. Certo? Muitos aspectos devem ser levados em consideração. Propostas de ensino, filosofia das escolas, quantidade de alunos por sala, localização, são alguns fatores a serem considerados. Nos tempos de hoje, temos mais um agente para influenciar nesta decisão: A Educação Bilingue.

Vivemos em um mundo globalizado onde a possibilidade de comunicação com outros países é imediata. Tanto em nível pessoal quanto profissional. Atentos a esta realidade, os pais desejam que seus filhos adquiram uma segunda língua de maneira natural, diferente de suas próprias experiências. Em geral, frequentaram institutos de idiomas onde eram subetidos a testes e deveriam ter disponibilidade de horários extra curriculares. Hoje em dia, os pais desejam que seus filhos estejam em contato com a segunda língua desde cedo para que as crianças possam ser fluentes no idioma, sem as dificuldades que muitos tiveram.

É nesse contexto que o número de escolas Bilingues cresceu rapidamente no Brasil. Procuradas por pais que pretendem oferecer o ensino de um idioma aliado à uma educação de qualidade para seus filhos.
No momento da escolha, os pais se deparam com dois tipos de escolas: internacionais ou bilingues.

Escolas Internacionais:

As escolas internacionais seguem o currículo de um outro país, como por exemplo Estados Unidos.

O conteúdo é baseado na cultura, costumes, sistemas educacionais e realidade do outro país. As crianças aprendem sobre músicas locais e feriados americanos, por exemplo. Os adolescentes estudam História americana, Literatura americana e assim por diante. Assim, tais escolas privilegiam os conteúdos internacionais e as crianças possuem contato restrito com o sistema brasileiro educacional.

Tais escolas seguem o ano letivo voltado ao país a que representam. Se pensarmos em uma escola internacional americana, o ano é iniciado em Agosto e encerrado em Junho.

Os professores são em sua maioria estrangeiros e muitos deles sequer falam Português, assim como algumas crianças. A alfabetização acontece em Inglês e a comunicação da escola com os pais é feita preferencialmente nesta língua.

As escolas internacionais são representações de outro país em território brasileiro. Antigamente, atraíam filhos de diplomatas, empresários e executivos estrangeiros. Hoje em dia, aceitam brasileiros e em algumas delas são maioria.
Os alunos se comunicam em Inglês entre eles e com os professores, o que não prejudica a aquisição da linguagem, conforme pude abordar no artigo publicado anteriormente sobre crianças bilingues.

Acredito que as famílias que optem pela educação internacional devem refletir sobre a questão da leitura e escrita, já que seus fihos serão alfabetizados em Inglês e podem apresentar dificuldades futuras para produzir e compreender textos em Português.

Escolas Bilingues:

Escolas Bilingues se propõem a unir o ensino regular (voltado para a educação propriamente dita) com exposição a idiomas (voltada para o desenvolvimento linguistico). Nessas escolas, o idioma é uma ferramenta através da qual a criança desenvolve capacidades cognitivas, linguîsticas, motoras, artísticas e emocionais, de forma análoga às escolas regulares brasileiras.

As escolas bilíngues são escolas brasileiras. A diferença é que os conteúdos e interações ocorrem em outra língua. A cultura brasileira é privilegiada embora as crianças também estejam em contato com a cultura do outro país. Assim, além de aprendem e festejarem sobre costumes brasileiros como a Festas Junina, também adquirem conhecimento sobre o “Thanksgiving” (dia de ação de graças),por exemplo.

Desta maneira, a formação de uma criança exposta a dois idiomas é ampla e abrange não apenas a área linguistica, como também a cultural, política, etc.

Durante o período escolar, as crianças estão expostas ao segundo idioma. Os professores se comunicam com eles na língua inglesa, caso a escola seja Português-Inglês. As aulas de música, educação física, artes são dadas em Inglês.

Dependendo da proposta de cada escola, geralmente a partir dos três anos de idade, as crianças têm aulas de Português para iniciarem o processo de alfabetização na primeira língua. Ao passo em que vão ficando mais velhas, são expostas mais frequentemente a estas aulas. O processo de alfabetização ocorre, portanto, em Português, sendo que algumas adotam a Alfabetização Simultanea (o processo ocorre nas duas línguas simultaneamente).

Os professores são geralmente brasileiros e possuem conhecimento e fluência na segunda língua e a comunicação feita entre a escola e família é em Português.

Se a sua escolha for por uma escola bilingue, é importante observar se o foco desta instituição é a EDUCAÇAO. O ensino deve abranger os conteúdos escolares de forma adequada e prezar a formação de um cidadão. O enfoque de uma escola bilingue não deve ser apenas linguístico.

A Educação Bilingue é uma assunto vasto e passível de diversas opniões. Vale a reflexão que a criança é PROTAGONISTA do seu processo de aprendizagem. Qual seja a escolha, cabe à família oferecer condições saudáveis de desenvolvimento e SEMPRE ACOMPANHAR suas crianças nesta incrível jornada da vida escolar! Boa sorte na escolha e contem comigo para ajudá-los nesta decisão.

Até a próxima.

Kely Carvalho

Kely Torres – Mãe do Antônio e do Miguel, Mestre em Fonoaudiologia, consultora em amamentação, atua em UTI neonatal e realiza triagem auditiva neonatal. Contatos: kely_carvalho@yahoo.com.br http://www.audiochecksaude.com.br

5 Comentários

  1. Safiya Beatriz Barbosa /

    gostei. minha pequena está em casa aprendendo comigo Espanhol e Inglês, na mesquita aprende árabe e fala português e Allah me ajude q ela aprenda os 4 idiomas

  2. Muito bom!
    Eu, como moro na Hungria, mantenho o portugues em casa, mas na escolinha é só hungaro. As crianças falam bem as duas línguas, estou ainda curiosa para ver a alfabetização. Adorei o artigo!
    Beijos!

  3. Kely e Barbrinha,
    as boas escolas bilingues, ou seja, com professores realmente preparados, com bom projeto pedagógico, bom espaço, enfim, as melhores, são caríssimas.
    Outra questão é que os pais precisam estimular corretamente a criança também em casa na segunda língua, pois será frustante para a criança se ela não tiver o apoio dos pais.
    Beijo e inté,
    Roberta, mãe dos gêmeos Rute e Miguel

  4. No Portal Educação Bilíngue e Escolas Internacionais! Participação especial da fonoaudióloga Fernanda Bock!! http://t.co/dppU0lKv

  5. Oi, Kelly!
    Parabéns pelo artigo!
    A opção de matricular os filhos em escolas bilíngues é, de fato, enriquecedora!
    Quero te convidar para acessar o site http://www.ensinobilingue.com.br Lá há diversas matérias que abordam o bilinguismo, inclusive uma que traz exercícios que podem ser feitos durante as férias, a fim de estimular o aprendizado de outro idioma mesmo quando as aulas estão suspensas!
    Tenho certeza de que você vai gostar!
    Muito sucesso pra você e um feliz 2012!

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