Onde matriculo?
Primeiro um aparte interessante. Como disse em posts anteriores, estou lendo o blog da também colunista daqui e cozinheira Alessandra Passini (www.pilotandoumfogao.com.br), para ver se consigo ir além do arroz em panela elétrica, ovo frito e salada pronta. Pois bem. Hoje tentei fazer uma das receitas e consegui até achar gostoso o que fiz. Fiz um tal de Ko Kut (pra mim é espeto de salmão com queijo, mas se tem um nome mais pomposo vamos usar). E olha, ficou bom. Quando arrumar uma namorada já dá pra ao menos fazer um jantarzinho especial pra impressionar, VALEU ALESSANDRA!!! (se alguém souber de algum curso de culinária básica para analfabetos na cozinha por favor, me indiquem).
Agora vamos ao post de hoje. Vou falar de algo que aparentemente não é totalmente ligado a sustentabilidade, mas que é importantíssimo para vocês papais e mamães que lerem esse espaço. Tem a ver com analfabetismo, ou melhor com o que a gente faz com os nossos filhos para que se tornem alfabetizados e instruídos.
Como vocês devem saber, sou professor de matérias estranhas (robótica, astronomia, educação ambiental, fotografia, método científico) em uma escola da Grande São Paulo. Também sou palestrante da empresa Atitude Terra (o link dela aparece lá embaixo no meu perfil, ao fim de cada texto). E nessas idas e vindas, uma das coisas que eu mais ouço de pais de crianças em início de idade escolar é qual a melhor escola pro meu filho?
A pergunta no geral simples, traz tantas variáveis que acabou se tornando uma das minhas palestras mais pedidas, mais até do que as que tratam de como economizar energia em casa. Isso porque uma escolha coerente já no início da vida escolar da criança tornará todo o processo de aprendizagem muito mais simples.
Partindo do pressuposto que a maior parte dos meus leitores será de classe média, uma parcela da população que acaba preferindo pagar a escola para os filhos do que os manter na rede pública (os motivos para isso ficam para outros textos). Penso que se torna necessário primeiro que a família entenda algumas coisas que aparentemente possam parecer agressivas, mas são reais.
Sempre me perguntam qual a melhor escola. Sempre eu respondo da mesma forma. DEPENDE!!!! Definir o que é uma escola boa é algo complicado até para quem está no meio educacional, imagina para quem só quer algo de qualidade para os filhos?
No caso, os pais é que devem definir a qualidade que querem e a partir daí fazerem escolhas. Existem escolas que se focam no conteúdo, escolas que se focam na formação geral do ser, escolas que se focam na interação do aluno com a sociedade, escolas mais rígidas, escolas mais liberais, enfim escolas de todas as formas possíveis e imagináveis.
Escolher um modelo deve ser algo pensado. Os pais devem decidir que tipo de educação querem para os filhos. Posso até detalhar as diferenças mais adiante, mas fazer isso nesse texto o tornaria muito longo, assim peço desculpas por jogar apenas as informações (juro que nem estou tentando vender minha palestra/consultoria no assunto).
Pra começar a fazer pensar, cito alguns exemplos. Existem escolas que pedem corte de cabelo definido, uniforme e outras coisas. Se você acha isso besteira, vale a pena matricular seu filho num local assim?
Todas essas regras fazem parte do que a escola entende e vende como educação, assim se o que aquela escola oferece agrada em parte, talvez seja mais interessante buscar uma instituição que agrade totalmente.
Vale o mesmo para escolas vinculadas a religiões. Muitas escolas católicas são famosas no Brasil, mas se você é de outra crença teria alguma vantagem ao matricular seu filho num lugar que prega algo diferente do que você acredita?
São questões a se pensar, mas tem uma mais delicada e que deve ser tratada com mais cuidado, o bolso. Pagar uma escola mais cara e viver apertado pode ser uma atitude de amor e responsabilidade para os filhos segundo muitas famílias. Entretanto, cada vez mais nosso mundo é social e, infelizmente, crianças não são tão amistosas e carinhosas entre si quanto a gente imagina. Um garoto que nunca possa ir às festas, que nunca vai aos passeios ou que se vista de forma muito diferente do grupo, nunca realmente fará parte do mesmo. E passar pela vida escolar sem ter um grupo de amigos é extremamente complicado para qualquer criança. Vejo isso em diversas escolas.
Este texto é só um alerta, final de ano chegando, hora de definir onde os filhos vão estudar no ano que vem. Pense bem em suas escolhas, qualquer coisa, manda uma mensagem e podemos conversar sobre o tema. Aproveitando, mais um capítulo da campanha lembre do seu blogueiro no Natal.
Abraços e até o próximo texto














Oi Alex! Muito legal seu texto! Ótimas abordagens…somos colegas de portal e fico feliz em saber que pensamos na mesma linha de abordagens com relação as escolhas. Parabéns!
Obrigado pelo comentário Cristina, eu tenho encontrado entre os colunistas daqui muita gente boa que está me ensinando muito, sempre passeio pelos textos de todos, mesmo que não comente e acabo tirando um pouco de cada um até para formar os meus textos.
Pensando na escola do ano que vem, Alex Martins educador, nos ajuda com essa etapa. “Onde matriculo?” http://t.co/sRROxELi