Gastar dinheiro não é tão fácil assim
Aproveitando uns dias de folga para colocar a casa e a cabeça em ordem (mais a cabeça do que a casa que vai continuar zoneada por um tempo). Fiz coisas que todo mundo faz, em parte porque eu sou gente como todo mundo e em parte porque eu precisava mesmo encontrar algo pra escrever por aqui.
Eu sei que esse texto só vai sair depois do Natal, mas mesmo assim a reflexão é importante. Andando perdido nos corredores de um shopping aqui de Sampa (e pode ser qualquer shopping de qualquer cidade do mundo cristão nessa época) vemos várias pessoas correndo apressadas com diversas sacolas. E as diversas sacolas tem embalagens imensas que muitas vezes protegem/escondem objetos extremamente pequenos (e muitas vezes valiosos, não discuto isso).
Posso tanto levar a discussão para o consumo quanto para as embalagens. Como as embalagens são bonitinhas e tal, representam muitas vezes o que alguém quer dizer além do presente e eu não estou a fim de ser chamado de insensível justamente hoje (estou triste por mais um dia solteiro….rs estou carente).
Mas falemos de consumo, calma leitoras, não vou chegar aqui e berrar para vocês pararem de consumir. Se eu fizer isso tenho certeza quase absoluto de que seria morto por aqui. Não é essa a ideia. A ideia é apenas discutir um pouco a forma como a gente consome e de repente tentar ser um pouco mais racional com a forma como gastamos o nosso suado dinheirinho.
Calma meninas!!! Não arremessem a última sacola de compras na minha cabeça. Primeiro eu sei que nós homens também gastamos dinheiro em coisas supérfluas segundo vocês. Tudo bem que eu acho a camisa do Corinthians, o videogame e os jogos, o celular último tipo e as revistas em quadrinhos itens de primeira necessidade e a maquiagem, os 500 pares de sapato, os 10 vestidos iguais e as jóias supérfluos, mas não é essa a linha que eu quero seguir.
Brincadeiras a parte, todos sabemos que o consumo urbano em muitos casos assume níveis absurdos. Tem muita gente que acaba consumindo pra esquecer outras frustrações, seja o cansaço, seja um chefe chato, seja um cônjuge que ficou mala de uma hora para outra. Isso sem falar num outro péssimo hábito que alguns pais e mães acabam adquirindo. Por não conseguirem dar toda a atenção que acreditam ser ideal aos filhos, acabam dando tudo o que eles pedem, sem imaginar que com isso não estão sendo bondosos com as crianças, mas sim o oposto.
Mas nem é esse exatamente o foco do meu texto. Eu realmente acho que a gente deve investir cada vez mais em consumo responsável e consciente. Já falei de preciclagem por aqui e bato novamente na tecla. Vale mais a pena comprar um brinquedo feito de material não tóxico e que seja mais resistente. Ao comprar uma roupa tenha consciência de que ela realmente será utilizada.
Se tiver a opção de escolha entre dois produtos, procure aquele que melhor atende não só o seu gosto, mas também a forma como você pensa. Existem marcas que não poluem, que garantem os direitos trabalhistas de seus funcionários e que realmente possuem trabalhos sociais. Enfim, existem marcas e marcas e eu não farei propaganda de nenhuma aqui, mas acho que vale a pena você também se preocupar com o que fazem com o seu dinheiro mesmo depois que ele sai da sua mão.
Não farei aqui apologia aos ditos produtos verdes, nem sempre eles realmente o são e em alguns casos ainda não alcançam a mesma qualidade dos tradicionais. Faço sim apologia ao tipo de consumo racional. Consumo racional é aquele que você faz levando em consideração todas as variáveis possíveis. Do seu desejo insconsciente de consumir até as formas reais de pagamento, passando por toda a cadeia produtiva do que deseja comprar. Pensando em resíduos gerados, empregos gerados, impostos gerados e no que isso vai refletir na sociedade.
Eu tento seguir essa linha de pensamento, nem sempre consigo, mas ela norteia minhas compras mais conscientes. Por causa dela é que hoje tento morar mais perto do trabalho, tento usar menos o carro e escolho algumas marcas. Sem piração excessiva, apenas com bom senso, o que eu tento fazer é me tornar um cidadão consciente de que meus atos afetam mais pessoas e por isso tomo cuidado com o que faço. Meus hábitos de consumo também afetam outras pessoas, tanto de forma positiva, gerando renda a quem me vende como de forma negativa gerando resíduos na natureza. Colocar isso na balança e tomar a decisão que deixe minha consciência tranqüila ao adormecer é tudo o que busco.
Você tem esse tipo de preocupação? O que costuma fazer? Quer discutir o tema? Mande uma mensagem, eu prometo que respondo…rs













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