Respiração Oral!
Hoje, a coluna de Fonoaudiologia recebe mais uma convidada muito especial, a Karen Cabette, uma fonoaudióloga apaixonada. Veja que tema interessante ela nos trouxe!
“Meu caminho acadêmico foi um pouco diferente, não escolhi a Fonoaudiologia, ela me escolheu! Sempre tive um olhar especial para as pessoas, gostava de acolhê-las, escutá-las, senti-las e curá-las, mas cura em seu sentido mais primitivo de cuidado, atenção e zelo. Dentro da formação acadêmica, voltei minhas energias para a escuta ao desenvolvimento dos pequenos e como isso é encantador! Como é prazeroso vê-los ultrapassar suas dificuldades.
Logo que comecei a atuar, fui assessorar uma escola da prefeitura, na qual o processo de inclusão já estava acontecendo de maneira eficaz. E o que me chamou mais a atenção foi que me deparei com algumas crianças com diagnóstico de hiperatividade e Déficit de atenção, no entanto quando comecei a trabalhar com elas, nas oficinas, observei algo interessante – e que passa despercebido aos olhos de outros profissionais – a grande maioria tinha um padrão respiratório alterado. Sim, elas não respiravam pelo nariz e sim pela BOCA. E é justamente esse tema que tratarei aqui, como podemos perceber quando a criança é respiradora oral? Quais as providências a serem tomadas e quais as conseqüências desse tipo de respiração para os pequenos?
A respiração deve acontecer por via nasal, pois somente nosso nariz consegue filtrar impurezas, aquecer e umidificar o ar. No entanto, é comum que na primeira infância a respiração aconteça pelas duas vias, a nasal e a oral, ou seja, ora a criança respira pela boca ora pelo nariz.
E porque devemos ficar atentos ao tipo de respiração dos pequenos?
Bom, caso não haja nenhuma obstrução como: desvio de septo, alergias, alterações em adenóide e amígdala, a respiração da criança deve manter somente o padrão nasal. Se esse não for o tipo de respiração da criança, algumas alterações podem ser observadas em sua rotina e são elas que evidenciam como eles estão respirando:
• Sono agitado e intermitente;
• Ronco e baba noturna;
• Boca seca;
• Olheiras;
• Falta de ar e cansaço durante as atividades;
• Alteração na formação da arcada dentária;
• Dificuldades de atenção e concentração;
• Agitação, ansiedade e impaciência.
Nota-se, então que alguns casos de déficit de atenção e hiperatividade podem estar relacionados a uma respiração oral. Não que ela seja o único fator determinante, mas pode potencializar esses quadros.
Mães, logo que perceberem que a respiração predominante do seu filho é a oral, um otorrinolaringologista deve ser procurado, assim ele pode investigar se há fatores orgânicos impedindo que o fluxo de ar seja conduzido pelas vias normais.
Caso essa respiração permaneça no padrão oral, um fonoaudiólogo pode auxiliar, inserindo a criança na terapia para adequação de musculatura facial e proporcionando uma re-educação respiratória.
Respirar pelo nariz é uma função vital e se ela acontece desde a infância de forma harmônica, é inevitável que as outras funções – sucção, fala, mastigação e deglutição – estarão adequadas. Além de contribuir para o desenvolvimento social e intelectual das crianças.

CONTATOS:
KAREN FIORI CABETTE – CRFA15.367/SP
CELULAR: 11 8881-1823
EMAIL: Karen.fiori@gmail.com
BLOG: http://entreoutrascoisasumafono.blogspot.com/













E o Portal Uma Mãe das Arábias não para!Começamos o ano com mais um texto, a fono, Karen , fala sobre”Respiração Oral”! http://t.co/xMBees7V
o ano começou bem …
Ká adorei o artigo, muito bom!!Parabéns!!
Começamos o ano com mais um texto informativo e interessante, no Portal Uma Mãe das Arabias. “Respiração Oral”! http://t.co/xMBees7V