Alimentação complementar

É o conjunto de alimentos oferecidos à criança além do leite materno. Deve ser iniciada após o sexto mês de vida, quando o leite materno não oferece mais quantidades suficientes de certos nutrientes, principalmente de ferro e zinco, para o adequado crescimento e desenvolvimento da criança. A alimentação complementar e sua introdução é a mesma sendo a criança alimentadaao seio ou com fórmula. Deve ser iniciada com a papa de frutas e a papa salgada. Elas não devem ter adição de sal nem de açúcar. Aos poucos a consistência da papa deve ser aumentada, até que, em torno de 12 meses, seja oferecida a alimentação da família, desde que adequada e com práticas saudáveis.

Esquema para introdução da alimentação complementar:

Composição para compor a papa salgada:

As papa da alimentação complementar devem ser amassadas e oferecidas com a colher. Evitar o uso de liquidificador e peneira. Os alimentos devem ser apresentados separadamente para melhor identificação de sabores. As papas devem conter uma porção de cada grupo alimentar: proteína animal, cereais ou tubérculos, leguminosas, verduras e legumes. Devem ser cozidas com pouca água, até que os legumes estejam bem macios e quase sem líquido. Podem ser temperadas com cebola, alho, cheiro verde. NÃO ACRESCENTAR SAL NO PRIMEIRO ANO DE VIDA. O óleo deve ser acrescentado após o cozimento para melhor aproveitamento dos ácidos graxos. O feijão deve ser cozido separadamente e acrescentado ao prato no momento de servir. Nunca usar temperos ou caldos industrializados no preparo da alimentação infantil.

Carnes, ovos e peixes devem fazer parte da alimentação desde o inicio, a partir do sexto mês. A carne deve ser preferencialmente vermelha, desfiada, moída e oferecida diariamente nas duas papas (70 a 120g/dia). O ovo deve ser sempre bem cozido e oferecido inteiro com clara e gema. As frutas devem ser introduzidas como papas. Se oferecidas na forma de sucos, sempre naturais, em quantidade máxima de 100 mL ao dia. Oferecer sempre água após ou entre as refeições, pois estes alimentos contém sódio(sal).

Variar os alimentos de cada grupo diariamente. Introduzir um alimento diferente por dia e manter o aleitamento materno. Quando este não for possível, utilizar fórmula infantil de seguimento.

Respeitar o apetite e saciedade da criança, não estimulando a ingestão grande quantidade de alimentos, nem estimular ingestão de alimentos muito calóricos. Tentar manter horários regulares.

Por volta dos oito a nove meses a criança pode começar a receber a comida da família, dependendo do seu desenvolvimento neuropsicomotor. Nos primeiros dias, é normal a criança derramar ou cuspir o alimento; portanto, tal fato não deve ser interpretado como rejeição ao alimento. Recomenda-se iniciar com pequenas quantidades do alimento, entre uma e duas colheres de chá, colocando o alimento na ponta da colher e aumentando o volume conforme a aceitação da criança.

Deve-se evitar alimentos industrializados pré-prontos, refrigerantes, café, chás,
embutidos, entre outros. A oferta de água de coco (como substituo da água) também
não é aconselhável, pelo baixo valor calórico e por conter sódio e potássio. No primeiro ano de vida não usar mel. Nessa faixa etária, os esporos do Clostridium botulinum, capazes de produzir toxinas na luz intestinal, podem causar botulismo.

Mais uma dica da Dra. Ana Teresa Londres, médica pediatra com especialização em Nutrologia Pediátrica pela UNIFESP, Coordenadora da Cozinha Experimental da Sociedade Paranaense de Pediatria, membro do Departamento de Nutrologia da SPP, no workshop da Nestlé sobre alimentação saudável e saborosa “Prevenção de doenças futuras com pratos saborosos”!

Barbara

Barbara Saleh é mãe, muçulmana e blogueira. Voltou a aprender inglês, está aprendendo a fotografar e iniciou o Portal Uma Mãe das Arábias para dividir com outras mamães tudo o que ela está aprendendo sendo mãe. Contato: barbara@umamaedasarabias.com

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